Vacina para HPV.

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O HPV é um vírus que infecta células da pele e das mucosas e está relacionado a tumores no colo uterino, vagina, pênis, orofaringe e ânus, daí sua grande importância.

A exceção dos tumores do colo do útero, os demais tumores não estão sujeitos ao screening e geralmente são descobertos tardiamente.

A vacina para o HPV foi introduzida inicialmente apenas para as meninas entre 9 e 14 anos, entretanto com o passar do tempo os estudos mostraram que a vacina é eficaz para mulheres até 26 anos e atualmente está também liberada para mulheres acima de 26 anos, em casos específicos.

Posteriormente os estudos mostraram também a grande importância de vacinar os homens contra o HPV visto que podem ser acometidos por câncer do pênis, garganta e ânus relacionados ao HPV bem como os homens não vacinados têm maior probabilidade de infectar as mulheres.

Existem basicamente 3 tipos de vacinas. A vacina bivalente imuniza para os 2 vírus mais comumente relacionados ao câncer de colo do útero e é a única liberada para uso em pacientes acima de 26 anos neste momento.

A vacina tetravalente (contra 4 tipos de HPV) é a vacina usada nas campanhas públicas de vacinação e além dos 2 sorotipos implicados no câncer do colo de útero imuniza também contra vírus associados a verrugas genitais, o que reduz a prevalência desta doença entre os jovens. É uma vacina excelente e todos os pacientes abrangidos pelas campanhas públicas devem se vacinar.

A vacina contra 9 tipos de HPV foi liberada  recentemente pela ANVISA.  Realizei uma pesquisa em Belo Horizonte não a encontrei para uso. É uma evolução da vacina quadrivalente e quando estiver disponível, deve ser escolhida por pacientes abaixo de 26 anos que se vacinarem na rede privada. Povavelmente será adotada no futuro pela rede pública.

Finalmente, após vários anos de uso, a ANVISA considera a vacina contra HPV muito segura para nossos jovens e não há motivos para que as famílias não imunizem seus filhos.

O esquema de doses a ser administradas depende da idade do paciente bem como se é imunocompetente ou não. É importante a avaliação por um médico especialista para aqueles pacientes em idade superior a 14 anos ou aqueles pacientes com alterações da imunidade.

 

 

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